BIDYA propõe intervir em alguns dos fatores envolvidos nos diferentes estágios educacionais de crianças, adolescentes e jovens com deficiência visual. Seu objetivo é fornecer ferramentas que favoreçam sua reinserção, trânsito e permanência no sistema de ensino formal, garantindo a igualdade de oportunidades. A disponibilidade limitada de material de estudo em Braille, áudio, eletrônico ou caracteres estendidos é uma das maiores dificuldades que enfrentam aqueles/as estudantes com deficiência visual no sistema educacional. A proposta de trabalho de BIDYA consiste na criação de um sistema de digitalização de livros, tornando-o disponível on-line através de um repositório de livros e outros materiais em vários formatos. A Biblioteca Digital Acessível irá permitir o acesso universal sem distinção geográfica, barreiras físicas nem restrições de deslocamentos.
As redes comunitárias têm dependido desde o início da modificação de roteadores no mercado, que são modificados à medida das necessidades específicas de cada rede. O desenvolvimento de software originado nas redes comunitárias e o movimento de Software Livre permitiram ultrapassar a barreira da inovação e ajudaram empresas comerciais no desenvolvimento de novos produtos ao longo dos anos. Esta relação positiva entre vendedores de hardware e a comunidade foi ameaçada por novos regulamentos da Federal Communications Commision (FCC) dos Estados Unidos, que fez com que fabricantes de roteadores a nível mundial não permitam que terceiros façam alterações nestes produtos, colocando em risco à inovação aberta, e efetivamente fechando a porta para as redes comunitárias em termos de acesso ao hardware do qual dependem. O Projeto LibreRouter vai desenhar e produzir roteadores sem fio multirádio de alto rendimento para as necessidades das Redes Comunitárias. A realidade e necessidades da América Latina e países do sul do mundo vão ser especialmente contemplada em termos de custos e viabilidade legal do produto.
Falando com Julis (HCJ) é a solução tecnológica para pessoas com dificuldades para falar, ler e escrever. Reconhecida como a Inovação Social do Ano por MIT Technology Review, atingiu mais de 5.000 usuários na América Latina com excelentes resultados. Surge a partir de uma necessidade pessoal: Julis é uma jovem de 24 anos que nasceu com uma deficiência que não lhe permite falar; sua família liderou o desenvolvimento de uma tecnologia que lhe permite se comunicar: isso é conhecido hoje como “Falando com Julis”. Esta solução (HCJ por sua sigla em espanhol) permite que qualquer pessoa possa se comunicar, melhorar a pronúncia, aprender a ler e a escrever em períodos de tempo curtos. Ele funciona para pessoas de 3 a 85 anos com dificuldades de fala, síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, sob condições de analfabetismo e pessoas que por alguma doença perderam a capacidade de falar.
A Universidade Nacional de Tucumán (UNT) é a maior universidade do norte argentino, nucleando uma comunidade de 80.000 pessoas. A Reitoria conecta à UNT com a Internet através de um IPv4 classe C. Também conta com um link fornecido pela ARIU (Associação de Redes Inter-universitárias), com um IPv6 com prefixo /48. O estado atual da implementação do IPv6 na UNT limita-se a uma implementação do IPv6 sobre a rede WiFi do Centro Herrera. A saída para a Internet é realizada através de um Túnel Broker (SixXS) por encapsulamento 6to4. A UNT quer abordar, em uma primeira etapa, a coexistência de IPv4-IPv6 em um dos centros mais populosos de infraestrutura da rede e ir migrando gradativamente para outros centros a fim de ter toda a infraestrutura trabalhando sobre o IPv6 nativo. A proposta do projeto pretende: (a) o desenho integral da implementação do IPv6 na Universidade Nacional de Tucumán, incluindo a especificação do endereçamento IPv6 para todos os centros da mesma; (b) pesquisa e prototipagem em laboratório de soluções de endereçamento, roteamento e segurança do IPv6; (c) implementação de um tronco sobre o IPv6 entre o Centro Herrera e a Reitoria, para conexão através do prefixo de roteamento global IPv6 que possui a UNT através de ARIU; (d) implementação do IPv6 na rede WiFi e a rede sem fio do Centro Herrera; (e) testes do projeto em funcionamento e monitoramento contínuo e (f) estudo de viabilidade da implementação do IPv6 para o resto da instituição.