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1. Desenvolvimento da Internet

O acesso à Internet continua a ser um desafio na região. Alcançar a expansão e aceleração do acesso é visto como essencial para democratizar o acesso, combater a desigualdade e promover os benefícios sociais e econômicos que vêm acompanhados de um maior acesso à Internet. Para esse fim procura-se:

  • Melhorar a velocidade e a qualidade do acesso.
  • Levar em conta questões de acessibilidade (deficiência e / ou diversidade linguística).
  • Possibilitar o acesso onde não houver (áreas rurais, povoados afastados, usos alternativos do espectro radioelétrico ).
  • Oferecer soluções inovadoras de baixo custo, baixo consumo de energia e baixa manutenção, incluindo planos e programas de dispositivos de acesso à Internet).
  • Estender o acesso fixo e móvel à Internet através de novas formas de disposições técnicas e organizacionais (parcerias público-privadas / sociedade civil).
  • Melhorar a segurança e resiliência usada para o acesso à Internet.
  • Identificar e promover aspectos regulamentares que contribuam a acelerar e ampliar o acesso.
  • Contribuir e incentivar a implementação, desenvolvimento e manutenção de pontos de acesso comunitário e público à Internet.
  • Contribuir e promover esforços orientados para a inclusão digital de grupos específicos da população.
  • Medir, monitorar e reportar indicadores de estado e evolução do acesso à Internet.
  • Promover o desenvolvimento de novos protocolos, serviços e padrões.
  • Incentivar contribuições de nossa região para a inovação e evolução da Internet.

As questões de especial interesse para FRIDA incluem: aceleração e expansão de acesso; infraestrutura; Internet das Coisas; implementação do IPv6; segurança; desenvolvimento de padrões abertos; governança da Internet e regulação para expandir e acelerar o acesso.

Exemplos:

Prêmio FRIDA 2015. Quintana Libre: Rede Digital Comunitária. Associação Civil AlterMundi. Argentina.

Subsídio 2013.Ciber-Observatório Dominicano. DO CSI. República Dominicana.

2. Internet e tecnologias para a participação

A participação é um elemento transformador para integrar e potencializar comunidades.  As tecnologias digitais têm o potencial para facilitar processos participativos e reduzir as barreiras que impedem o envolvimento de comunidades marginalizadas. Esta categoria procura incentivar a participação através do uso das TIC em relação a três sub-áreas:

(a). Inclusão social e democratização do acesso e o uso das TIC: 

  • Promover a inclusão social de comunidades e grupos sociais marginalizados através do uso de ferramentas digitais.
  • Promover abordagens inovadoras, abertas, inclusivas e sustentáveis para o acesso aos conteúdos e aos conhecimentos chave para a democratização do acesso e do uso das TIC.
  • Incentivar comunidades de jovens desenvolvedores para gerar massa crítica e assim promover iniciativas aplicáveis e replicáveis com foco particular nas mulheres e meninas nas TIC.
  • Promover competências para desenvolver aplicativos e conteúdos a nível recreativo, social, econômico (hackathons e eventos semelhantes).
  • Incentivar a criação de licenças alternativas, plataformas e/ ou ferramentas para o desenvolvimento, acesso e consumo de conteúdos locais e conteúdos gerados por comunidades marginais.

As questões de especial interesse para FRIDA são: Fosso digital. TIC e deficiência. Participação dos jovens, mulheres e meninas nas TIC.

Exemplos:

Subsídio 2014. Graphogame para nivelar competências preleoras em estudantes vulneráveis. AraucaníAprende. Chile.

Prêmio 2011. Plan Ceibal. Governo do Uruguai. Uruguai.

(b). Internet e tecnologias para a participação cívica e fortalecimento democrático:

  • Promover o uso das tecnologias e da Internet como motores para uma maior participação nos processos políticos e sociais.
  • Incentivar e fortalecer a transparência e a prestação de contas dos diferentes atores (incluído o governo).
  • Fomentar a participação cidadã e forçar o exercício democrático.
  • Proporcionar serviços aos cidadãos (guias de trâmites, ponto de acesso descentralizados, entre outros).

As questão de especial interesse para FRIDA incluem: Transparência, dados abertos, inovação cívica e cidadania ativa, governo aberto e modernização do estado, mídia digital.

Exemplos:

Prêmio 2013. Willay: Governança e cidadania através da TIC em zonas rurais do Peru. Ongawa. Peru.

Prêmio 2013. Chequeado: meio digital de fact-checking. Fundação a Voz Pública.. Argentina.

(c). Internet e tecnologias para liberdades e direitos.  

  • Incentivar o uso estratégico da Internet para a promoção e defesa dos Direitos Humanos e as liberdades fundamentais.
  • Desenvolver iniciativas legislativas para promover e defender o exercício dos Direitos Humanos no ambiente digital.
  • Implementar ferramentas que contribuam à segurança e privacidade dos usuários.
  • Criar capacidades e campanhas de sensibilização para a defesa e promoção dos Direitos Humanos em linha.
  • Desenvolver novas formas de propriedade intelectual no ambiente digital.
  • Implementar ferramentas que contribuam à segurança e privacidade dos usuários.

As questões de especial interesse para FRIDA são: Direitos Humanos, direitos sexuais e reprodutivos; direitos das mulheres, crianças e adolescentes.  Desafios legais e direitos em ambientes digitais.

Exemplos:

Prêmio 2011. Mega Movimento Não à vigilância na Internet. Movimento Mega Não! Brasil.

Prêmio 2012. Campanha de neutralidade na rede. ONG META/NeutralidadSi.org. Chile.

3. Internet e tecnologias para o bem das comunidades

As TIC podem ser usadas para potencializar o desenvolvimento de comunidades, facilitando o alcance de objetivos em diferentes áreas como ser a saúde, educação, indústria, meio ambiente, agricultura, entre outros.  Assim, pequenas intervenções tecnológicas têm o potencial de fazer contribuições substanciais para a redução da pobreza na região e promover o empoderamento econômico das comunidades carentes. Dessa forma procura-se:

  • Fomentar o uso das TIC para potencializar o desenvolvimento humano e o empoderamento econômico, promovendo a redução da pobreza.
  • Incentivar novos usos das TIC na educação .
  • Trabalhar na promoção da igualdade de gênero, promovendo intervenções através de ferramentas digitais.
  • Implementar serviços de saúde à distância (e-saúde, m-saúde e tele-medicina)
  • Melhorar, através das TIC, ações preventivas e de controle em situações de emergência e catástrofes naturais.
  • Fortalecer desafios na área da economia e trabalho através de projetos que incorporem as TIC e valorizem ecossistemas de economia digital.
  • Explorar o potencial da Internet das Coisas visando o desenvolvimento em áreas como a saúde, agricultura, mudanças climáticas, energia, gerenciamento dos recursos naturais, entre outros.

Prêmio 2012. M-Fisheries. Departamento de Engenharia Elétrica e Computação, Universidade de West Indies (Trinidad e Tobago)

Subsídios2014.Redes de Ação Comunitária – Kit Reação. Associação Conexão para o Desenvolvimento.. El Salvador.